Desde o dia 30 de agosto, as praias do litoral do Nordeste têm sido atingidas por manchas de óleo, configurando o maior desastre ambiental em extensão territorial ocorrido na história no Brasil. Na última semana, foram encontrados pequenos fragmentos de resíduos de óleo no litoral do Sudeste, na Praia de Grussaí, localizada no Rio de Janeiro. Material semelhante também foi encontrado em algumas praias do Espírito Santo.
O jornal O Globo preparou uma notícia sobre a questão, contando com especialistas na área. O professor Emilio Lèbre La Rovere, coordenador do LIMA, expôs sua visão acerca da demora da resposta do governo frente ao ato que, segundo o professor, configura em uma tentativa de encontrar um ‘bode expiatório’ para o problema, quando atitudes de preservação deveriam ser tomadas. Emilio também concedeu uma entrevista à BBC sobre o Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo (PNC) e a demora em seu acionamento (para ler a notícia, clique AQUI).
O professor também contesta a afirmação do presidente Jair Bolsonaro, que afirma que menos de 10% da quantidade de óleo chegou à costa brasileira e que deveriam se preparar para o pior, mas os especialistas descartam a possibilidade da chegada de óleo cru na cidade do Rio. Para isso, seria preciso que a substância ultrapassasse um recuo na costa, na altura da Região dos Lagos e, segundo o professor, é extremamente improvável que isso ocorra. Sendo assim, Emilio afirma que o governo deveria focar nas medidas para refrear os danos causados por esse vazamento, que segundo o IBAMA, já afetou mais de 700 localidades.
Confira AQUI a matéria na íntegra.
A BBC News Brasil publicou, na última semana, uma matéria sobre o plano não acionado pelo governo para conter o vazamento de óleo que se espalha no Nordeste. O poluente, sem origem confirmada, foi identificado como petróleo cru, não sendo um derivado de óleo. Conforme análise feita pela Marinha e Petrobrás, se trata de um hidrocarboneto, conhecido popularmente como piche.
A substância já atingiu nove estados do Nordeste.
Segundo a matéria, apesar do Brasil ter o Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo (o PNC) e ter se passado pelo menos cinquenta dias desde que o vazamento foi identificado pela primeira vez em território nacional, o plano ainda não foi acionado pelo Governo Federal. O Ministério Público Federal dos estados atingidos moveu uma ação exigindo que a Justiça Federal obrigue a União a acionar o PNC em 24 horas, com multa equivalente aos dias de descumprimento. Enquanto isso, foi criado um Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA) para avaliar se o até então incidente é de significância nacional, para, a partir de uma constatação, acionar ou não o PNC.
Na matéria da BBC, especialistas discutem sobre as consequências do não acionamento desse plano, sobre a negligência com a qual o assunto foi tratado, sobre responsabilidade sobre o ocorrido e os resultados dessa degradação ambiental. O professor Emilio Lèbre La Rovere, coordenador do Laboratório Interdisciplinar de Mudança Climática (LIMA/COPPE/UFRJ), concedeu uma entrevista que integrou a matéria, em parceria de outros especialistas no assunto. O vazamento já é o maior desastre ambiental em extensão territorial ocorrido na história no Brasil.
Confira AQUI a matéria na íntegra.
De 29 a 31 de outubro, no Centro de Convenções SulAmérica, aconteceu a quinta edição do evento bienal da Offshore Technology Conference (OTC) em parceria do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP). A programação OTC Brasil é composta por conferências e uma feira, contando com quatro plenárias, 22 sessões especiais e 40 sessões técnicas, sendo uma ótima oportunidade para profissionais conhecerem novidades, pesquisas e avanços em no ramo da exploração de petróleo no Brasil e no mundo.
Os pesquisadores Silvia Schaffel, Fernanda Westin, Mauricio Hernandez e Emilio Lèbre La Rovere (LIMA/COPPE/UFRJ) publicaram um artigo em que discutem a substituição da energia fóssil pela energia eólica offshore nas atividades de exploração e produção (E&P) no mundo e perspectivas para o Brasil. O artigo apresenta casos de campos concebidos na Noruega para alcançarem elevadas eficiências-carbono, aonde a substituição de combustíveis fósseis pela eletricidade tem potencial para reduções da ordem de 400.000 toneladas de CO2 por ano.
Considerando que o fornecimento de energia para atividades de E&P offshore de Petróleo e Gás no Brasil é fortemente baseado em combustíveis fósseis, há uma expectativa de sinergia entre a geração eólica offshore e a exploração marítima de petróleo e gás no Brasil.
A Offshore Technology Conference (OTC) é onde os profissionais de energia se reúnem para trocar ideias e opiniões para promover o conhecimento científico e técnico de recursos offshore e questões ambientais. Fundada em 1969, a principal conferência da OTC é realizada anualmente em Houston. O evento está entre as 200 maiores feiras realizadas anualmente nos Estados Unidos e entre as 10 maiores reuniões em termos de participação. A OTC é patrocinado por 13 organizações e sociedades do setor, que trabalham em cooperação para desenvolver o programa a cada ano. A OTC também possui duas organizações endossantes e dez organizações de apoio.
Confira AQUI o artigo apresentado;
Confira AQUI a apresentação dos pesquisadores do Lima no evento.
Com o objetivo de levantar o debate sobre as questões ambientais que envolvem o setor naval e offshore brasileiro, promovendo interação entre os profissionais dessa área, a Sociedade Brasileira de Engenharia Naval (SOBENA) promove seu evento bienal, o Seminário de Meio Ambiente Marinho e Eficiência Energética, que está em sua 12° edição.
O seminário contará com a presença de vários especialistas na área, incluindo o professor Emilio Lèbre La Rovere (PPE/COPPE), que se apresentará no primeiro dia de evento, no painel que tratará sobre a Gestão das Emissões de Gases de Efeito Estufa no Setor Petróleo e Gás. O professor falará sobre a Mitigação das Emissões de GEE da E&P e do Refino de Petróleo e Gás Natural no Brasil. O 12° Seminário de Meio Ambiente Marinho e Eficiência Energética acontece nos dias 5 e 6 de novembro, na cidade do Rio de Janeiro, no Windsor Flórida Hotel, localizado na Rua Ferreira Viana, 81, Flamengo.
Para mais informações sobre o evento, clique AQUI.
Nos dias 2 e 3 de julho, foi realizado pelo Ibama, em parceria com a Iniciativa de Apoio aos Diálogos Setoriais UE-Brasil, o Workshop Internacional sobre Avaliação de Impactos Ambientais de Complexos Eólicos Offshore, na sua sede em Brasília.
O Evento teve a participação do LIMA, que foi representado pela aluna de mestrado Bruna Guimarães, que durante a sua apresentação destacou algumas das principais lições aprendidas com o setor de energia eólica offshore internacional, tendo em mente a importância de sempre avaliar e adaptar os conhecimentos obtidos para a realidade brasileira. Além disso, recomendou uma análise combinada do arcabouço legal internacional, das lições aprendidas com outros países, com o setor de petróleo e gás offshore brasileiro e com o setor eólico onshore brasileiro, para que a energia eólica offshore no Brasil seja desenvolvida da maneira mais sustentável possível.
Com relação ao conteúdo do evento, no primeiro dia houve predominância de palestrantes da EU, mais especificamente de Portugal, Reino Unido, Bélgica, Alemanha e Noruega. Os palestrantes expuseram a experiência de seus países com o licenciamento ambiental de empreendimentos eólicos offshore e suas lições aprendidas com a atividade. Ao longo do dia diversos assuntos foram abordados, como legislação, principais impactos ambientais, espécies de interesse, medidas de mitigação adotadas, descomissionamento, entre outros. Além disso, em cumprimento à sua agenda ambiental, o Ibama também apresentou resultados de sua pesquisa a respeito da legislação de países da União Europeia no que se diz respeito à empreendimentos eólicos offshore e declarou que o relatório final está previsto para agosto de 2019.
No segundo dia, o objetivo era conhecer o atual modelo brasileiro de planejamento energético e ouvir especialistas brasileiros sobre o tema. Na parte da tarde, os palestrantes europeus compuseram novamente a mesa para fazer suas recomendações para a situação do setor eólico offshore brasileiro.
Clique AQUI para conferir a apresentação de Bruna Guimarães;
Clique AQUI para acessar a programação do evento.
Veja abaixo algumas fotos do evento: