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12 08 CENTRO CLIMA NOTICIA

O Centro Clima (COPPE/UFRJ) iniciou em 1º de março de 2025 mais um projeto de alcance global: o ACCLIMATE, iniciativa com duração de quatro anos que busca alinhar estratégias climáticas nacionais e internacionais aos objetivos do Acordo de Paris e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Financiado pelo programa Horizonte Europa da União Europeia e reunindo 20 parceiros da Europa, África, Ásia e Américas, o ACCLIMATE combina pesquisa científica de ponta, modelagem inovadora e processos de cocriação com diferentes atores para fortalecer o desenho, a transparência e a implementação de políticas climáticas.

O projeto parte de um diagnóstico claro: compromissos climáticos ainda carecem de maior ambição, clareza e viabilidade. Barreiras estruturais, capacidade técnica limitada e dilemas entre desenvolvimento econômico e descarbonização continuam sendo desafios para muitos países. Além disso, questões de gênero, equidade e realidades de comunidades vulneráveis muitas vezes ficam à margem da governança climática.

Para enfrentar essas lacunas, o ACCLIMATE adota uma abordagem integrada, que combina modelagem robusta com diálogo político e setorial, garantindo que as estratégias sejam sustentadas por evidências e moldadas pelas necessidades reais dos países. A equidade de gênero e a justiça social estão no centro do projeto, permeando a pesquisa, a participação das partes interessadas e o desenho das políticas propostas.

De 2025 a 2029, o ACCLIMATE apoiará governos e instituições na construção de caminhos nacionais, setoriais e globais mais ambiciosos e justos para a neutralidade de carbono, contribuindo para uma governança climática internacional mais coerente e eficaz.

Acesse AQUI o site do projeto.

 

 

12 08 CENTRO CLIMA NOTICIA

Entre os dias 16 e 18 de junho de 2025, o Centro Clima – Centro de Estudo Integrado sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas esteve presente no 2º Fórum Anual sobre a Macroeconomia da Transição Verde e Resiliente, realizado em Copenhague, Dinamarca. O evento foi co-organizado pela Coalition of Finance Ministers for Climate Action, pelo Ministério das Finanças da Dinamarca e pelo Bezos Earth Fund, reunindo cerca de 200 participantes, incluindo autoridades financeiras, especialistas e pesquisadores de diversas instituições ao redor do mundo. Representando o Centro Clima, os professores Emilio Lebre La Rovere e William Wills participaram das discussões, com destaque para a intervenção do professor Emilio no painel realizado no dia 17 de junho, às 14h, conforme a programação oficial.

O Fórum teve início em 2024, em Washington, reunindo mais de 120 especialistas, formuladores de políticas e representantes de mais de 20 Ministérios das Finanças. Em sua segunda edição, manteve a proposta de integrar plenárias e sessões paralelas para debater estratégias econômicas voltadas à transição verde e resiliente, ampliando o espaço de diálogo e a cooperação internacional.

Logo após o encerramento do Fórum, entre os dias 18 e 20 de junho, também em Copenhague, ocorreu o 2º Workshop Presencial da Green Macroeconomic Modeling Initiative (GMMI). O encontro reuniu especialistas para revisão de resultados, discussão de questões-chave e planejamento das próximas etapas da iniciativa. O Centro Clima participou como observador e comentarista e, a partir desta edição, passou a integrar oficialmente a GMMI como membro de sua segunda rodada. Com isso, a instituição apresentará, no próximo encontro do grupo, os resultados de seus cenários de transição verde, contribuindo para o desenvolvimento de políticas públicas e estratégias econômicas alinhadas à sustentabilidade e à resiliência climática.

Para mais informações acesse o cronograma completo:

GMMI June Meetings Agenda - JUNE 16-18, 2025

GMMI June Meetings Agenda -  JUNE 18-20, 2025

 

12 08 CENTRO CLIMA NOTICIANo dia 3 de julho de 2025, a Direção-Geral do Clima (DG Clima) da Comissão Europeia, em Bruxelas, foi palco de dois encontros de alto nível que reuniram especialistas internacionais para discutir estratégias de descarbonização e cooperação internacional.

Pela manhã, no edifício Mundo Madou, ocorreu um evento público apresentando análises do Deep Decarbonization Pathways Initiative (DDP) sobre as transformações de longo prazo e ações imediatas necessárias para atingir a neutralidade de carbono, em linha com o Acordo de Paris e objetivos socioeconômicos. Pesquisadores de seis grandes países emissoresBrasil, Índia, Indonésia, México, África do Sul e Estados Unidos — compartilharam estudos de caso nacionais, explorando como alinhar a transição para emissões líquidas zero com as prioridades de desenvolvimento de cada país.

À tarde, em um diálogo fechado na sede da DG Clima, coordenadores de centros de pesquisa nacionais participantes do projeto JUSTPATH apresentaram resultados preliminares e o plano de trabalho sobre abordagens nacionais para cenários de descarbonização profunda. As discussões destacaram oportunidades de cooperação entre União Europeia e Brasil, incluindo mecanismos financeiros inovadores para restaurar florestas e reduzir emissões, compatibilidade do futuro mercado brasileiro de carbono com o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM) e harmonização de certificações para produtos livres de desmatamento.

Entre as principais conclusões apresentadas destacou-se que o Brasil pode alcançar a neutralidade de emissões até 2050 utilizando tecnologias já disponíveis, desde que sejam retomadas políticas bem-sucedidas de combate ao desmatamento, implementado um mercado robusto de precificação de carbono e ampliados os investimentos em restauração florestal.

Os eventos reforçaram a importância da cooperação internacional adaptada às realidades nacionais, com soluções de benefício mútuo e potencial de acelerar a transição global para uma economia de baixo carbono.

Para mais informações acesse AQUI

12 08 CENTRO CLIMA NOTICIA

Entre os dias 30 de junho e 4 de julho de 2025, ocorreu em Paris a primeira reunião de acompanhamento do projeto JUSTPATH, que teve início em janeiro deste ano e tem duração prevista de quatro anos. O Centro Clima foi representado pelo coordenador Emilio Lebre La Rovere, junto com os pesquisadores William Wills e Pedro Ninô de Carvalho, para discutir os avanços e promover o intercâmbio entre os centros de pesquisa participantes.

JUSTPATH visa modelar cenários econômicos, sociais e ambientais para apoiar políticas públicas de descarbonização no Brasil, considerando a justiça social e a transição energética sustentável. Entre os temas abordados estão a melhoria dos modelos econômicos IMACLIM-BR e KLEM-BR, a análise dos impactos socioeconômicos da transição, o engajamento de stakeholders nacionais e a tradução dos resultados do primeiro Relatório do Global Stocktake (GST) para o contexto brasileiro.

O encontro aconteceu em um momento de cenário nacional complexo: o governo federal atual (presidência Lula 2023-2026) voltou a priorizar a agenda climática, apesar dos desafios econômicos, políticos e sociais. O Brasil registra crescimento do PIBredução do desemprego, mas enfrenta inflação elevadaalta taxa de juros e pressão do Congresso contra algumas políticas ambientais.

No âmbito climático, o país trabalha na elaboração de um novo Plano Climático com 16 planos setoriais de adaptação e 7 de mitigação, além da implementação de um sistema nacional de comércio de emissões que deve estar operando até 2030. Paralelamente, há desafios como a extensão de subsídios a termelétricas a carvão e o avanço da exploração petrolífera em áreas ambientalmente sensíveis.

Dentre as prioridades estratégicas destacadas pelo projeto JUSTPATH para a descarbonização do Brasil estão a retomada de políticas efetivas de combate ao desmatamento, o desenvolvimento de mecanismos financeiros inovadores para viabilizar investimentos em infraestrutura de baixo carbono e restauração florestal, além do desenho de uma estratégia de longo prazo para uma transição justa e inclusiva.

Os modelos econômicos utilizados buscam integrar dados financeiros detalhados para analisar os custos de mitigaçãoimpactos sobre emprego, desigualdade, inflação e investimentos, permitindo simular cenários que vão desde a manutenção das políticas atuais até a adoção de medidas agressivas para alcançar a neutralidade de carbono até 2050.

projeto JUSTPATH tem também a meta de contribuir diretamente para processos nacionais e internacionais, incluindo a formulação da próxima Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil, a estratégia de longo prazo (LT-LEDS) e o aprimoramento do sistema de comércio de emissões.

Para mais informações acesse AQUI

 

19 11 LIMA NoticiaIgnacy Sachs (1927-2023), renomado economista e um dos principais teóricos do ecodesenvolvimento, deixou um legado fundamental na busca pelo equilíbrio entre crescimento econômico, bem-estar social e preservação ambiental. Como forma de expressar a gratidão à sua memória, um evento especial foi realizado em sua homenagem no dia 13 de novembro, na Fondation Maison des Sciences de L'Homme (FMSH) em Paris. A cerimônia contou com a participação do professor Emílio Lèbre La Rovere, coordenador do Centro Clima/LIMA da UFRJ, que teve sua tese de doutorado orientada por Sachs e integrou a mesa-redonda "Crescimento e Regulação Econômica e Social, Ecodesenvolvimento".

Sachs, pioneiro da sustentabilidade e influente brasilianista, esteve presente no aniversário de 10 anos do Laboratório Interdisciplinar de Meio Ambiente (LIMA) da UFRJ, em 2007, reforçando sua importância para o meio acadêmico brasileiro. Seu trabalho inspirou políticas globais, especialmente na transição energética, na justiça social e na cooperação internacional.

Em homenagem a Sachs, La Rovere publicou um texto na Association des Amis de la Fondation Maison des Sciences de l’Homme (AMIS-FMSH), destacando sua influência e ideias. No texto, ele ressaltou o impacto do relatório de Sachs de 1992, Desenvolvimento Equitativo em um Planeta Saudável: Estratégia de Transição para o Século XXI, no qual Sachs propôs cinco dimensões da sustentabilidade: social, ecológica, econômica, espacial e cultural. O economista defendia que os países ricos financiassem a transição verde, taxando grandes fortunas e setores poluentes — uma ideia que hoje ganha força em fóruns como o G20 e a COP.

Sachs também criticava a desregulamentação econômica das décadas passadas e advogava por reformas institucionais e maior cooperação Sul-Sul, como o projeto entre Kerala (na Índia) e Alagoas (no Brasil). Sua visão incluía a mudança nos padrões de consumo, acesso a tecnologias via um fundo global e o fortalecimento dos mercados internos nos países em desenvolvimento.

La Rovere encerrou sua homenagem citando Sachs: "A luta só estará vencida quando pudermos falar de 'desenvolvimento' sem precisar do adjetivo 'sustentável'."

O texto do professor Emílio pode ser acessado na íntegra aqui. Além disso, o site da AMIS-FMSH também organizou um tributo especial em 2024. Para acessá-lo:

Acesse o site oficial: Amisfmsh

No menu "Our activities", navegue até 2024 e selecione "Tribute to Ignacy Sachs".

Para mais detalhes, confira também a notícia publicada pelo LIMA/COPPE.

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